Basicamente músicas com jogos de palavras, e outras ainda com o autor se pondo na pele de personagens nada condizentes com a sua realidade.
Mas o diferencial maior consistia numa caixa amplificada instalada na sala especialmente para a aula.
A primeira música analisada foi Segredos do Frejat, a letra todos conhecem e a interpretação é a que segue:
“O narrador não é identificado por nome apenas pelas características de um indivíduo obstinado em encontrar um novo amor, diferente dos que até então encontrou; experiente, mostra-se determinado a fazer com que a nova relação seja harmoniosa e bem sucedida. Há quem se arrisque a dizer que esta não será a última busca do tipo por parte do personagem/narrador.”
A segunda música merece um destaque maior pela riqueza , ousadia e habilidade com que o autor brinca com o sentido das palavras. A melodia é carregada de sentimentos quase palpáveis, porém “numa primeira leitura superficial corre-se o risco de interpretar o texto de uma maneira equivocada!”. O título da música é Explode Coração e a autoria é de Gonzaguinha.
“Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar e eu não posso mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar e me cortou
O que não dá mais pra ocultar e eu não posso mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor
E entregou o que você tentou conter
O que você não quis desabafar e me cortou
Chega de temer, chorar, sofrer, sorrir, se dar
E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã
E se perder e se achar e tudo aquilo que é viver
Eu quero mais é me abrir e que essa vida entre assim
Como se fosse o sol desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor desta manhã
Nascendo, rompendo, rasgando, tomando, meu corpo e então eu
Chorando,sofrendo, gostando, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança
Sentindo o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar, explode coração...”
Chorando,sofrendo, gostando, adorando, gritando
Feito louca, alucinada e criança
Sentindo o meu amor se derramando
Não dá mais pra segurar, explode coração...”
E a interpretação:
“A letra da música sugere que o narrador trate-se de uma pessoa do sexo feminino envolvida num possível triângulo amoroso (ou relação condenável), cansada de manter a relação em sigilo por vontade do parceiro que a preteria; não é explicito se o narrador decide divulgar a relação ou abrir mão desta, agarrando-se ao orgulho e amor próprio e encarando a frustração; porém fica claro que a situação para ela está insustentável.
Note-se que a personagem do texto é uma mulher e o autor da letra um homem.”
A terceira música analisada chama-se O Meu Amor, de Chico Buarque de Holanda. Por opção pessoal e por tratar-se de uma música bastante conhecida, dispensamos a postagem da letra. Note-se também que o autor, do sexo masculino, interpreta uma personagem do sexo feminino, ponto de maior relevância dos debates em sala. Segue a interpretação:
“A letra é narrada por uma personagem, também do sexo feminino, que se mostra demasiadamente apaixonada por seu parceiro, com o qual descreve sua relação íntima de maneira um tanto volúvel.”
Na seqüência foi solicitado que fizéssemos uma reflexão sobre os textos, respondendo as seguintes perguntas:
1- A voz que fala no texto é de uma personagem criada pelo autor. Você sabe como se chama a personagem que fala no texto? Identifique o narrador de cada texto dado.
A resposta está nas interpretações.
As sensações podem ser definidas como as mais próximas possíveis das que os autores transmitem:
na primeira letra sente-se a presença de uma esperança de se apaixonar (novamente) por uma pessoa com que apostaríamos num relacionamento intenso enquanto existisse;
na segunda letra é quase “palpável” uma dor suprimida no peito do personagem, causada por uma rejeição;
a terceira letra nos faz sentir a malícia de uma paixão vivida, capaz de nos deixar imaturos, volúveis, fúteis.
a terceira letra nos faz sentir a malícia de uma paixão vivida, capaz de nos deixar imaturos, volúveis, fúteis.
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